A startup norte-americana Indigo, popularmente conhecida como “Google do Agro”, anunciou, segundo a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, que esta iniciando operações no Brasil, unindo tecnologias: como blockchaininteligência artificial (IA), big data, geolocalização e algoritmos, que já vinham sendo exploradas no país pelo agronegócio, mas que agora, pela primeira vez, passam a ser pensadas “conjuntamente” para aumentar a produção em até 10%.

A empresa foi fundada em 2014, ainda sob o nome de Symbiota, e com seus desenvolvimentos, hoje está avaliada em mais de US$3.5 bilhões, ganhando o apelido de “Google do Agro” por conta da inovação que vem promovendo no setor.

Segundo a reportagem do Estadão:

“Um dos primeiros serviços a serem oferecidos no Brasil será o tratamento biológico de sementes com micróbios. A plataforma de inteligência artificial lê informações sobre solo e clima de cada fazenda que requisita seus serviços e as une a um banco de dados de 70 mil cepas de micróbios, cujos DNAs foram sequenciados. Com as marcações genéticas, o algoritmo consegue indicar quais os melhores micro-organismos para aumentar a produtividade da soja, ou proteger o milho contra doenças e clima”.

A indústria de biotecnologia avança com ajuda de inovações como barateamento do sequenciamento de DNA, machine learning e computação em nuvem“, diz David Perry, Presidente Executivo da Indigo.

No entanto, em vez de vender os serviços, o acordo é que a empresa ficará com metade da produção extra gerada por seu tratamento e segundo a Indigo, a expectativa é que no Brasil, ela seja capaz de aumentar a eficiência das lavouras em 3%. Nos EUA, onde está há mais tempo e já domina os dados, esse índice pode chegar a 10%.

A empresa fechou ainda parcerias com startups locais, como a Agrosmart, que trabalha com imagens de satélite e sensoriamento. A Indigo também chega ao país oferecendo sua tecnologia blockchain para investidores fecharem contratos – a tecnologia permite que os acordos sejam menos burocráticos e mais seguros.